O mapa de risco incêndio é uma ferramenta essencial no gerenciamento da segurança contra incêndios em edificações e estabelecimentos comerciais e industriais. Fundamentado nas diretrizes da NBR 15219 e das Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, especialmente a IT 16, este mapa identifica visualmente os pontos críticos relacionados ao risco de incêndio, facilitando tanto a mitigação de perigos quanto o cumprimento das exigências legais para obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) ou CLCB (Certificado de Licença do Corpo de Bombeiros). Para gestores de instalações, técnicos em segurança do trabalho e proprietários, o mapa de risco incêndio é uma alavanca decisiva para reduzir o tempo na aprovação do AVCB, evitar multas, diminuir a vulnerabilidade operacional e melhorar a preparação de brigadas de incêndio e equipes de emergência.

Antes de aprofundar nos aspectos técnicos da elaboração e aplicação do mapa, é importante compreender sua aplicação prática e relação direta com a legislação vigente, a dinâmica operacional das brigadas e a otimização dos custos associados a sinistros e seguros.
A NBR 15219 estabelece os critérios para a gestão de risco de incêndio em edificações, recomendando a elaboração do mapa de risco para identificar visualmente e classificar as áreas sujeitas a riscos. Já a IT 16 do Corpo de Bombeiros estipula diretrizes específicas para o reconhecido risco de incêndio em estabelecimentos, que envolvem análise da carga de incêndio, características construtivas e sistemas instalados, como sprinklers, hidrantes prediais e extintores.
O mapa de risco deve conter uma representação gráfica clara das áreas com Classificação de Risco (baixo, médio, alto, critico), locais de equipamentos de prevenção, via de fuga segura (rota de fuga), pontos de encontro, áreas de armazenamento de materiais inflamáveis e outros aspectos essenciais para rápida compreensão e ações imediatas.
O estabelecimento de um mapa de risco incêndio é parte integrante do PPCI (Plano De EmergêNcia Contra IncêNdio E PâNico de Prevenção e Proteção Contra Incêndio) e do PSCIP (Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico), documentos base para aprovação do AVCB ou CLCB. A legislação brasileira, consolidada pelas normas regulamentadoras como a NR 23, exige evidências que o responsável pela edificação implementa medidas proativas, e o mapa de risco é um dos elementos de inspeção preferidos pelas equipes fiscais.
Documentos organizados, inclusive o mapa de risco junto ao relatório técnico que explica as decisões tomadas, asseguram redução da burocracia e minimizam o risco de apontamentos que retardem a aprovação do AVCB, impactando positivamente na continuidade das operações do negócio.
Na sequência, vamos explorar os benefícios práticos do mapa de risco incêndio para diferentes perfis de usuários, desde o ponto de vista da conformidade até a gestão diária da segurança.
O mapa de risco, quando elaborado com precisão e alinhado às orientações da IT 16 e normas vigentes, é uma peça-chave para redução do tempo de aprovação do AVCB junto ao Corpo de Bombeiros. Ele oferece uma visão clara e objetiva do panorama de riscos, agregando segurança para os fiscais e facilitando o planejamento das vistorias.
Edificações que apresentam um mapa atualizado, plano de emergência contra incêndio sp bem sinalizado com sinalização fotoluminescente, rotas de fuga eficazes e pontos de encontro claramente definidos demonstram responsabilidade e controle, fatores que agilizam os processos regulatórios e reduzem custos administrativos.
Ao identificar pontos críticos e riscos potenciais, o mapa de risco contribui diretamente para a mitigação da responsabilidade civil e criminal dos gestores e proprietários frente a acidentes com incêndio. Conforme previsto no NR 23, a ausência de planejamento e documentação de riscos pode resultar em multas e ações judiciais, especialmente em casos de sinistro.
Além disso, para a brigada de incêndio, o mapa fornece suporte visual para treinamentos e simulações (simulado de evacuação), fortalecendo a capacidade de resposta rápida e organizada em emergências.
Com o mapa de risco incêndio, torna-se simples relacionar a localização dos equipamentos como hidrante predial, sistemas de detecção, sprinklers e extintores diretamente às áreas de maior risco, otimizando a manutenção e a inspeção técnica. Esses elementos são contemplados pelas normas brasileiras e são exigidos nos documentos do PPCI e PSCIP.
Esse alinhamento entre risco visualizado e mecanismos de controle diminui falhas de cobertura, reduz custo operacional e melhora o índice de conformidade durante auditorias internas e externas, além de impactar positivamente nos prêmios de seguros contra incêndio.
Agora que está claro o valor estratégico do mapa de risco, vamos abordar como deve ser feita a sua elaboração para garantir a eficácia e o atendimento às regulamentações vigentes.
O primeiro passo consiste na análise detalhada da carga de incêndio — a quantidade e tipo de materiais combustíveis presentes. Esse cálculo, baseado nas orientações da NBR 15219, determina o potencial energético das áreas, classificando cada setor como risco baixo, médio, alto ou crítico.
Materiais como líquidos inflamáveis, gases, fios elétricos, mobiliário e estoques devem ser rigorosamente mapeados, pois influenciam diretamente nos métodos de proteção adotados, como compartimentação e sistemas automáticos.
Em seguida, o desenho físico da edificação deve ser utilizado para criar o mapa, inserindo a localização exata de:
A representação gráfica deve apresentar uma legenda clara indicando as cores e símbolos adotados para os diferentes níveis de risco, conforme norma técnica e padrões adotados nacionalmente.
Após a elaboração, o mapa de risco deve ser anexado ao relatório técnico integrado ao PPCI e deve estar disponível para consulta da brigada de incêndio e dos funcionários. A atualização do mapa é indispensável sempre que houver modificações na estrutura da edificação, processos industriais ou movimentação de cargas inflamáveis.
A periodicidade mínima de revisão está contida nas normativas do Corpo de Bombeiros e também em procedimentos internos de segurança, visando manter a validade junto ao AVCB e garantir a eficiência dos treinamentos práticos.
Feita essa descrição das etapas e melhores práticas, é importante também compreender as dificuldades frequentes que os profissionais enfrentam para otimizar o uso do mapa de risco.
Um dos maiores problemas identificados é a elaboração do mapa por profissionais não capacitados, o que gera documentos imprecisos ou incompletos. O entendimento incorreto da carga de incêndio e das especificações técnicas pode resultar em avaliações equivocadas do risco, comprometendo a proteção física da edificação e causando entraves na aprovação do AVCB.
É fundamental que engenheiros e técnicos certificados e familiarizados com a legislação, como estabelecido em normativas como a NBR 15219 e IT 16, conduzam a análise, alinhando com a prática do Corpo de Bombeiros Militar.
Edificações que mudam de uso ou passam por reformas frequentemente esquecem de atualizar seus mapas de risco, tornando-os obsoletos e irrelevantes na prática. Isso expõe o empreendimento a multas previstas no NR 23 e riscos legais em caso de sinistro, além de criar um falso senso de segurança entre a brigada e funcionários.
Manter uma cultura organizacional que valorize a revisão periódica do mapa, integrada a treinamentos e simulações, é um dos maiores desafios para os gestores.
Outro problema crítico é quando o mapa de risco existe isolado e não é incorporado nos simulados de evacuação, planos de emergência e rotinas da brigada de incêndio. A falta de coerência entre o documento e a prática operacional reduz significativamente a capacidade de resposta e cria vulnerabilidades que podem resultar em tragédias evitáveis.
A integração entre o mapa, os planos de contingência e as práticas de treinamento é mandatória para o alcance da excelência em segurança contra incêndios.
Compreender os potenciais obstáculos ajuda a preparar um plano de ação robusto. A seguir, veja como adotar e aplicar efetivamente o mapa de risco incêndio para garantir segurança e conformidade plena.
O mapa de risco deve ser parte integrante dos treinamentos periódicos da brigada de incêndio e dos simulados de evacuação, conforme previsto na NR 23. Cada membro da brigada deve conhecer profundamente a localização das rotas e dos equipamentos contra incêndio indicados no mapa, treinando o uso eficiente de extintores, hidrantes e a condução segura dos ocupantes para os pontos de encontro.
Estes treinamentos reduzem confusão, aceleram a resposta operacional e aumentam as chances de evacuação rápida e segura, minimizando danos materiais e riscos à integridade física.
Gestores de segurança devem manter o mapa de risco como parte do arquivo oficial do PPCI e do PSCIP, atualizando-o sempre que necessário e apresentando-o com facilidade durante auditorias internas, externas ou vistorias do Corpo de Bombeiros. Um mapa claro e preciso evidencia o compromisso da empresa com a prevenção, facilitando a renovação do AVCB e evitando interrupções operacionais.
Além do aspecto regulatório, um mapa acessível e bem divulgado entre colaboradores aumenta a percepção de segurança e o engajamento com práticas preventivas.
Companhias de seguro frequentemente recompensam edificações bem preparadas com mapas de risco atualizados, oferecendo prêmios reduzidos ou melhores condições. A clareza na identificação dos riscos e a disponibilidade destes documentos comprovam que a organização adota medidas robustas de prevenção.
Além disso, em auditorias legais e perícias técnicas, a existência do mapa com registros atualizados pode ser um fator de mitigação de responsabilidade, inclusive em processos judiciais decorrentes de incêndios ou incidentes correlatos.
Por fim, consolida-se a importância estratégica do mapa como parte integrante de um ciclo de gestão de risco que protege vidas, patrimônio e melhora a eficiência operacional.
O mapa de risco incêndio é uma ferramenta indispensável para garantir a segurança contra incêndios, atender integralmente à legislação brasileira, vipnekretnine.hr sobretudo a NBR 15219, IT 16 e NR 23, e alinhar práticas de prevenção com a operacionalidade das brigadas de incêndio. Para gestores, proprietários e profissionais de segurança, o mapa representa um elemento crítico para assegurar a obtenção e a manutenção do AVCB, agilizar processos de vistoria e reduzir passivos legais e financeiros.

Para implantar ou otimizar o mapa de risco incêndio, siga estes passos essenciais:
Seguindo essas orientações, a gestão da segurança contra incêndios transcende à mera obrigação legal transformando-se em diferencial competitivo, que protege patrimônio, vidas e reputação corporativa.
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